Uveíte Recorrente em Equina Quarto de Milha

A Uveíte recorrente equina é um dos distúrbios mais importante e frequentes na oftalmologia equina, possui uma distribuição mundial, sem distinção acomete cavalos de todos os tipos de lugares, raças e idades, também é conhecida como cegueira da lua ou oftalmia periódica, é uma das principais causas de cegueira nos cavalos.

Trata-se de uma inflamação do trato uveal, que é composto pela  íris , coroide e corpo ciliar. Os motivos que levam a esta inflamação são diversos, podem ser traumas, neoplasias, intoxicações, causa idiopática entre diversos outros fatores. Alguns agentes etiológicos podem ser associados à inflamação que são estes: a Onchocerca cervicallis, a Brucella abortus, o adenovírus, a Borrelia burgdorferi, o Toxoplasma spp, a Chlamydia,o Mycoplasma, a Salmonella, E. coli, Rhodococcus equi, EHV-1, EHV-4 e o vírus da Arterite Viral Equina.

A Leptospira spp é o agente mais comum associada, porém não é fácil fazer esta associação pois a uveíte pode surgir 12 a 24 meses após a inflamação inicial.

Sintomas

Essa inflamação ocular apresenta três fases: aguda, subaguda e crônica. Os sintomas mais comuns são epífora (alteração nas lágrimas), blefaroespasmo (‘’piscar muito), fotofobia (fobia a luz), miose (pupila diminuída), edema corneal, hifema (acúmulo de sangue), hipópio (acúmulo de pus), opacidade vítrea, sinéquias (aderências de tecidos) anterior e posterior, espessamento da íris (íris bombé), descolamento da retina e hiperemia circunciliar à íris, que é característico na uveíte recorrente equina. O diagnóstico diferencial inclui, entre outras patologias, a ceratite superficial, a conjuntivite e o glaucoma.

Tratamento

O objetivo do tratamento é fazer com que a inflamação pare, controle a dor e evite sequelas. No geral inclui-se o uso de medicamentos como colírios midriáticos (dilatem a pupila), anti-inflamatórios tópicos e sistêmicos, antibióticos e imunossupressores, a escolha do que usar depende do diagnóstico da inflamação inicial, porém nem sempre isso é possível e a uveíte recorrente equina é uma doença ainda sem cura que exige um tratamento contínuo.

Bruna B. Zaharov Simon
Proprietária Haras WS e Médica Veterinária
CRMV-SP 32464