Orientações para resenhar um potro e realizar exame de DNA

Olá, amigos! Hoje falaremos sobre a resenha, que pode ser considerada como um Raio X do animal, onde o profissional pode descrever com detalhes a identificação do equino. A resenha deve ser feita por um Inspetor Oficial da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Quarto de Milha (ABQM) e, portanto, seguir as normas previstas pela associação.

Antes de tudo, ao ser chamado para realizar visita para inspeção ou realização de exame de DNA, o inspetor deve sempre se inteirar dos fatos e situações que poderá encontrar na propriedade, realizando assim um questionamento simples e direto ao criador ou responsável.

O inspetor deve questionar, por exemplo, se a cobertura foi comunicada, se o pedido de registro está em mãos, a idade do potro, qual foi o tipo de cobertura ou se foi uma transferência de embrião (TE). Com essas informações, ele poderá orientar o criador sobre determinados fatos que o mesmo poderia não estar ciente, como a obrigatoriedade de ser realizado exame de DNA em animal já apartado, por exemplo.

Mesmo realizando esse questionamento prévio, o inspetor deve sempre levar consigo os formulários avulsos disponibilizados na seção impressos contida no site da  (ABQM), para caso venha a surgir algum novo fato.

Registro fiel

A resenha deve ser a cópia o mais fiel possível dos sinais apresentados por um animal no momento de sua apresentação para registro e, para isso, o potro deve estar em um local restrito e bem próximo ao profissional. Caso necessário, deve-se contê-lo para observação mais detalhada e/ou coleta de material biológico (pêlo) para o exame de DNA.

Para que os prazos determinados pela Associação sejam cumpridos, o produto deve ser resenhado sempre ao pé da reprodutora até os 6 (seis) meses de nascido, evitando-se assim pagamento de multa para animais resenhados acima de 180 dias e a obrigatoriedade de exame de DNA para animais acima de 240 dias de idade. Para animais entre 180 e 240 dias pode ser concedido o registro desde que passe por análise do conselho deliberativo técnico, mediante multa e o produto ainda esteja ao pé da mãe.

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Para registro de animais cuja mãe seja registrada é obrigatória a apresentação do documento original ou cópia do registro, frente e verso, da genitora no momento da inspeção, para que seja verificada e confirmada a autenticidade da égua apresentada. No caso de registro de animais mestiços ½, cuja mãe não é registrada, denominada égua base ou comum, o inspetor deve verificar se ela apresenta as características mínimas exigidas pela ABQM: não ter pelagem pampa, pintado, branco em todas as variedades, mesmo que o produto seja de pelagem regulamentar; não ter altura inferior a 1,40 metro.

Orientações

Para a coleta de pêlos para exames de DNA deve-se seguir as instruções contidas no site da Associação. Confira:

1 – Puxe os pêlos da crina próximos da cernelha ou cauda. Enrole no dedo indicador e puxe firme e diretamente para longe do pescoço. Os pêlos tenderão a sair com as raízes ao invés de quebrarem;

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2 – Observe a base dos pêlos de perto. Você poderá visualizar as raízes;

Se pelo menos metade dos pêlos arrancados possuir raiz, esta terá sido uma boa coleta. O objetivo é colher aproximadamente 50 pêlos (que são insuficientes para causar uma falha na crina).

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3 – Se os pêlos forem muito longos (mais do que 10 cm), corte as pontas tomando cuidado para preservar as raízes (material utilizado no exame). Cole as pontas dos pêlos em uma fita adesiva, tomando cuidado para não colar as raízes e coloque em um  envelope de papel identificado;

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4 – O envelope de papel (um para cada animal) lacrado e identificado  pelo responsável pela coleta, deverá conter as seguintes informações: nome e número de registro (se tiver) do animal coletado; nome, raça e número de registro dos pais do animal; nome do interessado no registro do produto; data da coleta, nome e assinatura do inspetor oficial com nº registro no conselho regional (CRMV);

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5 – Os envelopes com material biológico coletado poderão ser enviados para ABQM ou diretamente para um dos laboratórios credenciados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

Vale ficar atento à nova determinação da ABQM, a qual informa que os animais que nascerem a partir de 1º de julho de 2014 somente serão registrados se os seus reprodutores (garanhão e égua) possuírem exame de DNA arquivados na ABQM.

BRENO DE MORAIS CAVALCANTI

INSPETOR OFICIAL DA ABQM

MÉDICO VETERINÁRIO

CRMV-SE 0592